Tailândia News (Blog N. 572 do Painel do Coronel Paim) - Jornal O Porta-Voz

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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Balança comercial tem melhor resultado para maio em três anos

No mês passado, houve superávit comercial de US$ 2,76 bilhões.
Também foi o maior resultado positivo deste ano, acrescentou o governo.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília

As exportações superaram as importações na semana passada, resultando em superávit da balança comercial de US$ 2,76 bilhões no mês de maio, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) nesta segunda-feira (1). Em maio do ano passado, o saldo positivo somou US$ 712 milhões.
Trata-se do maior superávit para meses de maio desde 2012 (+US$ 2,96 bilhões) e, também, o melhor resultado de todo este ano. Em janeiro e fevereiro de 2015, houve déficits de, respectivamente, US$ 3,17 bilhões e US$ 2,84 bilhões. Em março e abril, o saldo ficou positivo em US$ 458 milhões e US$ 491 milhões.
De acordo com números oficiais, somente a conta petróleo (que engloba este produto, além de combustíveis e lubrificantes) gerou uma melhora do saldo comercial, frente a maio do ano passado, de US$ 1,5 bilhão. As vendas externas destes produtos recuaram US$ 519 milhões em maio deste ano, contra o mesmo mês de 2014, mas as importações recuaram quase quatro vezes mais: US$ 2,03 bilhões.
Importações são as menores em quase quatro anos e meio
De acordo com números oficiais, o patamar das importações, pela média diária (critério considerado mais apropriado por especialistas), que somou US$ 700 milhões em maio, foi o mais baixo, para todos os meses, desde dezembro de 2010 - ou seja, foi o menor patamar em quase quatro anos e meio.

Somente em importações de petróleo, combustíveis e lubrificantes, houve uma queda de 55% em maio, contra o mesmo mês do ano passado, o equivalente a US$ 2,03 bilhões em compras do exterio a menos.
"Certamente o menor nível de atividade econômica causa menor demanda por importados. Não tem nenhum fator pontual. É a situação econômica e cambial [dólar mais alto torna as compras do exterior mais caras]", declarou o diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério do Desenvolvimento, Herlon Brandão.
BALANÇA COMERCIAL
Meses de maio, em US$ bilhões
3,453,522,960,760,712,7620102012201401234
Fonte: MDIC
As importações como um todo, frente a maio do ano passado, tiveram uma queda de 26,6%, para US$ 14 bilhões. Além dos combustíveis e lubrificantes, que recuaram 44,3%, também caíram as compras do exterior de matérias-primas e intermediários (-25,3%), bens de capital (-24,3%) e bens de consumo (-16,1%).
Exportações caem menos
De acordo com o governo, as vendas ao exterior somaram US$ 16,76 bilhões em maio, e, com isso, tiveram uma queda de 15,2% sobre o mesmo mês de 2014. Nesta comparação, as recuaram as vendas de produtos básicos (-20,8%), manufaturados (-8,6%) e de semimanufaturados (-4,7%).

Segundo números oficiais, a média diária de importações, em maio deste ano, somou US$ 838 milhões. É o maior valor, para todos os meses, desde setembro do ano passado (US$ 891 milhões). No caso de petróleo, combustíveis e lubrificantes, houve uma queda de 24,5% nas vendas externas em maio - o equivalente a US$ 519 milhões a menos.
De acordo com Herlon Brandão, do Ministério do Desenvolvimento, os produtos básicos registraram um aumento de 19,1% na quantidade embarcada, em maio deste ano. O desempenho só não foi melhor porque o preço destes produtos recuou 33,5% frente ao mesmo mês de 2014. "Tivemos 9,3 milhões de toneladas de soja embarcadas em maio, um recorde para todos os meses. Temos uma safra recorde neste ano e a gente espera volumes robustos de soja", declarou ele.
Acumulado do ano
No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a balança comercial registrou déficit (importações maiores do que vendas externas) de US$ 2,3 bilhões. Apesar do saldo negativo, houve pequena melhora frente ao mesmo período do ano passado, quando o déficit das transações comerciais do Brasil somou US$ 4,86 bilhões.

Apesar do déficit, foi o melhor resultado para este período desde 2012 - quando foi registrado um superávit de US$ 6,25 bilhões.
Na parcial de 2015, as exportações somaram US$ 74,7 bilhões, com média diária de US$ 739 milhões (queda de 16,2% sobre o mesmo período do ano passado). As importações, por sua vez, somaram US$ 77 bilhões, ou US$ 762 milhões por dia útil, uma queda de 18,1% em relação ao mesmo período de 2014.
BALANÇA COMERCIAL
Acumulado janeiro a maio – em US$ bilhões
5,638,526,25-5,38-4,86-2,3201020122014-7,5-5-2,502,557,510
Fonte: MDIC
Resultado de 2014
Em 2014, a balança comercial brasileira teve déficit (importações maiores do que vendas externas) de US$ 3,93 bilhões, o pior resultado para um ano fechado desde 1998, quando houve saldo negativo de US$ 6,62 bilhões. Também foi o primeiro déficit comercial desde o ano 2000, quando as compras do exterior ficaram US$ 731 milhões acima das exportações.

De acordo com o governo, a piora do resultado comercial no ano passado aconteceu, principalmente, por conta da queda no preço das "commodities" (produtos básicos com cotação internacional, como minério de ferro, petróleo e alimentos, por exemplo); pela crise econômica na Argentina – país que é um dos principais compradores de produtos brasileiros – e pelos gastos do Brasil com importação de combustíveis.
Estimativas do mercado e do BC para 2015
A expectativa do mercado financeiro para este ano, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, é de melhora do saldo comercial. A previsão dos analistas dos bancos é de um superávit de US$ 3 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior.

Já o Banco Central prevê um superávit da balança comercial de US$ 4 bilhões para 2015, com exportações em US$ 210 bilhões e compras do exterior no valor de US$ 206 bilhões.
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