Tailândia News (Blog N. 572 do Painel do Coronel Paim) - Jornal O Porta-Voz

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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Dólar cai pelo quarto dia, mas fecha novembro com alta de mais de 6% (Postado por Lucas Pinheiro)

O dólar comercial completou nesta quarta-feira (30) o quarto pregão seguido de desvalorização, mas fechou novembro com mais de 6% de valorização. A baixa do dia veio no embalo da decisão dos principais bancos centrais do mundo de baratear o crédito para enfrentar a crise da zona do euro.

Nesta quarta, a moeda norte-americana recuou 2%, a R$ 1,8128 para venda. No acumulado da semana, o dólar tem queda de 3,9% até o momento.

Com as quedas seguidas, a moeda diminuiu a alta de novembro para 6,47%. No ano, o dólar ainda avança 8,81%.

"A nossa projeção é de R$ 1,80 para o final do ano. Mas daqui até lá é simplesmente um jogo de pôquer", disse o economista-chefe no Brasil da corretora Raymond James, Mauricio Rosal.

"Depende basicamente da situação na Europa. Hoje está R$ 1,80, amanhã pode estar R$ 1,70, R$ 1,90. A gente está numa situação extremamente volátil e deve permanecer aí um bom tempo."

Medidas
Os principais bancos centrais do mundo, incluindo o Federal Reserve (dos Estados Unidos) e o Banco Central Europeu (BCE), anunciaram nesta quarta-feira a redução das taxas cobradas em operações de liquidez em dólares. O objetivo da medida era ajudar bancos europeus, que têm enfrentado dificuldades cada vez maiores para manter-se solventes em meio à desconfiança sobre as contas públicas de países como Itália e Espanha.

O banco central chinês também animou os investidores ao reduzir os depósitos compulsórios -- parcela dos depósitos dos bancos que fica presa na autoridade monetária.

Embora os mercados tenham reagido rapidamente -- com alta de mais de 3% das bolsas norte-americanas --, a ação coordenada pode ter apenas ganhado tempo para que os governos apresentem planos mais concretos para garantir a captação de recursos pelos países europeus mais endividados.

De acordo com Rosal, a reunião de cúpula da União Europeia em 9 de dezembro é importante porque pode "abrir uma janela para uma participação mais efetiva do Banco Central Europeu (BCE) no controle da crise".

A Alemanha se opõe à ideia, mas uma pesquisa da Reuters com 25 analistas mostrou que a maioria -- 16 deles -- aposta que a autoridade monetária europeia acabará sendo um emprestador de última instância.

No Brasil, o Banco Central (BC) tem assistido ao vaivém do mercado sem intervir, por ora. A última atuação do BC ocorreu em 28 de outubro, quando fez um leilão de swap cambial, que equivale a uma venda de dólares no mercado futuro. O fluxo de capitais ao país também não tem sido fortemente prejudicado pela crise externa, com saldo positivo de US$ 686 milhões em novembro até o dia 25.

A taxa Ptax, calculada pelo BC e usada como referência para os ajustes de contratos futuros e outros derivativos de câmbio, fechou a R$ 1,8109 para venda, em baixa de 2,04% ante terça-feira.

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