Tailândia News (Blog N. 572 do Painel do Coronel Paim) - Jornal O Porta-Voz

Este blog procura enfatizar acontecimentos que comprovam o funcionamento sistêmico da economia mundial, na qual, através de um sistema de "vasos comunicantes", fatos localizados, mas de grande amplitude, afetam o sistema econômico planetário, como um todo e, vice-versa.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Confiança da indústria atinge menor nível desde agosto de 2009, diz FGV (Postado por Erick Oliveira)

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) recuou 2,2% entre julho e agosto de 2011, a oitava queda seguida, o que levou o indicador a alcançar o menor nível desde agosto de 2009, divulgou nesta quarta-feira (31) a fundação. Em julho sobre junho, a queda havia sido de 2%.
O ICI passou de 105,0 pontos em julho para 102,7 pontos neste mês. Em agosto de 2009, era de 100,2 pontos. O patarmar ficou, ainda, abaixo da média histórica desde 2003 (104,0 pontos).

"A queda do ICI em agosto foi influenciada principalmente pela diminuição da satisfação com o momento atual", aponta a FGV, em nota.

Os dados são da pesquisa Sondagem da Indústria de Transformação. Dentro do estudo, em outro item avaliado, o Índice da Situação Atual (ISA) caiu 3,6%, ao passar para 103,5 pontos, o menor desde setembro de 2009 (103,3). O Índice de Expectativas (IE) recuou 0,7%, para 101,9 pontos, o nível mais baixo desde agosto de 2009 (99,1).
Ambos os indicadores ficaram abaixo das médias históricas recentes, sinalizando um desempenho fraco da indústria no terceiro trimestre de 2011.
Situação atualOs três indicadores integrantes do ISA estão em queda, diz a FGV, com destaque para o que mede os estoques na indústria: a parcela de empresas que considera o nível de estoques atual como excessivo avançou entre julho e agosto de 6,6% para 9,5%, o maior percentual desde julho de 2009 (10,6%). A proporção de empresas que o avaliam como insuficiente diminuiu de 2,2% para 1,5%, a menor desde fevereiro de 2009 (0,4%).
As perspectivas para o emprego industrial tornaram‐se menos favoráveis na comparação com o mês anterior. Das 1.184 empresas consultadas, 22,6% preveem aumentar o efetivo de mão de obra nos três meses seguintes (o menor percentual desde julho de 2009), enquanto 11,9% pretendem reduzi‐lo. Em julho, estes percentuais haviam sido de 23,7% e 9,9%, respectivamente.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) caiu de 84,1% para 83,6%, o menor desde novembro de 2009 (82,9%). O nível atual supera em 0,3 ponto percentual (p.p.) a média desde 2003 mas está 1,0 p.p. abaixo da média dos 12 meses anteriores a agosto de 2011.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Mantega já admite crescimento menor do PIB neste ano (Postado por Erick Oliveira)

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que o crescimento da economia brasileira pode ser menor neste ano. Até o momento, ele vinha prevendo uma taxa de expansão de pelo menos 4,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2011. Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal nesta terça-feira (23), porém, ele admitiu que o crescimento pode ficar em 4%, mas não abaixo disso.
Mantega comentou o resultado do IBC-Br do Banco Central. O índice registrou a primeira queda, em junho, desde o fim de 2008. No segundo trimestre, os dados do IBC-Br, considerada uma "prévia" do PIB registrou alta de 0,69%, contra um crescimento de 1,13% nos três primeiros meses deste ano - na comparação com o fim de 2010.
"O IBC-Br é uma previsão. Mas, de fato, a economia vem se desacelerando porque o governo vem promovendo essa desaceleração. Em 2010, cresceu 7,5% e o governo tomou várias medidas, principalmente monetárias [subida da taxa de juros pelo BC], para desacelerar. Devemos ter um crescimento de 0,8% no segundo trimestre. Contra um crescimento de 1,3% [do PIB] no primeiro trimestre. É uma trajetória já esperada. No terceiro trimestre, teremos uma economia menos acelerada", afirmou o ministro.
Mantega diz que o Ministério da Fazenda segue prevendo uma expansão de 4,5% para 2011, mas confirmou que a expansão pode ficar abaixo disso. "Não acredito que vá além [menos] de 4% [o crescimento do PIB em 2011]. Não é mal para um ano de transição [para um processo de crescimento sustentado da economia]. É suficiente para continuar gerando arrecadação e o primário [economia feita para pagar juros da dívida pública]", declarou ele.
O próprio mercado financeiro vem reduzindo, nas últimas semanas, sua previsão para o crescimento da economia brasileira neste ano por conta dos efeitos da segunda etapa da crise financeira internacional - que começou após as dificuldades do presidente dos EUA, Barack Obama, em aumentar o limite de endividamento do país, e o subsequente rebaixamento da nota dos Estados Unidos pela agência de classificação de risco Standard & Poors. Para os economistas do mercado, o crescimento do PIB brasileiro neste ano ficará em torno de 3,9%.
Segundo o ministro Guido Mantega, o governo tomará medidas para evitar uma desaceleração maior do Produto Interno Bruto (PIB). "Se houver piora, tomaremos medidas para impedir que o nosso PIB caia e percamos arrecadação. Desta vez, julgamos que é mais importante usar instrumentos monetários [taxa de juros]. Temos muitas armas. Os juros, os compulsórios. Não deixaremos a economia cair. Tomaremos as medidas necessárias para que o PIB brasileiro continue crescendo", declarou.
Impacto no emprego
Com um crescimento menor da economia neste ano, o ministro da Fazenda acredita que haverá impacto na criação de empregos formais. Segundo ele, o número de empregos criados neste ano não será superior ao registrado em 2010, quando foram abertas 2,5 milhões de vagas com carteira assinada.
"O Brasil um dos países que mais gera empregos no mundo, em termos proporcionais. Em 2010, foram gerados 2,5 milhões de empregos. Neste ano, vai gerar menos. É natural que, com a desaceleração da economia, o número de empregos seja menor. Deveremos estar gerando novos empregos, mais do que suficientes para absorver os jovens, mas menos do que no ano passado e retrasado", declarou ele.

domingo, 14 de agosto de 2011


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Mantega discute criação de fundo da Unasul contra turbulência (Postado por Erick Oliveira)

Os ministros de Fazenda dos 12 países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) iniciaram nesta sexta-feira (12) reunião em Buenos Aires para criar um fórum de acompanhamento dos movimentos econômicos e financeiros da região e para criar um fundo de resgate das nações do grupo. "Isso vai trazer uma aproximação maior de todos os países porque teremos uma ação mais coordenada no que diz respeito à questão econômica", afirmou o ministro brasileiro Guido Mantega.
Os ministros vão constituir formalmente hoje o Conselho de Economia e Finanças da Unasul. Será discutida a criação de uma estrutura financeira regional para garantir a estabilidade dos mercados e moedas dos países diante da turbulência internacional. Para tanto, os ministros pretendem usar uma parte dos US$ 570 bilhões de reservas acumuladas pelos 12 países (Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela).
Segundo Mantega, o conselho analisa duas possibilidades: uma seria ampliar e reforçar o Fundo Latino-Americano de Reservas (FLAR), constituído atualmente pela Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador, Peru, Uruguai e Venezuela, e integrando o Brasil e a Argentina; a outra, criar um fundo nos moldes do asiático, que atua mais em mecanismos de swap (troca) de moedas entre os países.
Mantega disse que os mercados sul-americanos estão crescendo e "temos de nos preservar". Mantega ressaltou que até agora a região não foi muito atingida por esta crise, mas houve "alguma volatilidade, alguma saída de capitais em alguns países; no Brasil, como sempre, há entrada". "Então, provavelmente a crise vai nos atingir menos porque nós estamos mais preparados. Os países todos têm uma situação fiscal melhor do que os países avançados", afirmou.